15 março 2008

O pássaro e a abelha

Música foi um assunto que saiu da minha pauta desde que deixei a adolescência. Faz, então, algum tempo, my god. Não consigo dizer: gosto disso, gosto deste estilo, gosto daquela levada. Não entendo qual é minha relação com a música. Aliás, não me entendo. Música é um assunto aborrecido, principalmente quando você encontra um pela frente que "entende de música".

Quando novo, escutei, demasiadamente, o rock progressivo. Mais tarde, mesmo ainda novo, enveredei-me para o jazz. O jazz é delicioso quando se quer mostrar para uma gatinha que você é um cara bacana, descolado, simpático, mais maduro, mais experiente. Acho que é uma forma de disfarçar outras incompetências, pra lá de sexuais. Depois veio o soul entrando na minha vida, como um arado rasgando a terra. E me contaminou positivamente. Não vou entrar em detalhes sonoros, pois, como disse antes, música é um assunto absurdo para mim. Parto do princípio que ela seja uma arte menor que as outras para terminar com o debate pelo princípio.

Enfim, mesmo sendo um aborrecimento falar disso, outro dia tive uma experiência inesquecível ouvindo uma banda desconhecida do público brasileiro e, acredito, da imprensa mundial. Apesar do desleixo do jornalismo que cobre cultura, a banda em questão possui álbum gravado pela badalada Blue Note Recordes, gravadora de standarts do jazz, culties e novos nomes da world music. Tá lançando o segundo disco agora, pelo jeito com regravações de músicas famosas. O primeiro, sem dúvidas, já é um clássico.

Bem, minha maior surpresa musical dos últimos 5 anos e não temo nem um pouco o jabá para falar da banda The Bird and The Bee. Quem quiser entender um pouco o que esse grupo representa da cena musical moderna entre na Wikipédia e lance o verbete com o nome da banda. Preguiça de colar o link aqui.